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	<title>Empreendedorismo &#8211; LPalma.com</title>
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		<title>IoT 0.5 &#8211; Uma proposta para pavimentar o caminho para a Internet das Coisas</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 05:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quem nunca ouviu dizer que as coisas acontecem muito rápido na Internet? Pois bem, isso vale para postagens em redes sociais, notícias ou comunicação instantânea, mas quando a mudança é mais estrutural, as coisas não andam tão rápido assim. Falando em &#8220;coisas&#8221;, aliás, essa discussão é sobre elas &#8211; as &#8220;coisas&#8221; que deveriam estar na &#8230;<p class="read-more"> <a class="" href="https://lpalma.com/2020/03/03/iot-0-5/"> <span class="screen-reader-text">IoT 0.5 &#8211; Uma proposta para pavimentar o caminho para a Internet das Coisas</span> Leia mais &#187;</a></p>]]></description>
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<p><a href="https://br.lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot.png"><img decoding="async" loading="lazy" width="700" height="618" class="alignnone size-full wp-image-3586" src="https://br.lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot.png" alt="" srcset="https://lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot.png 1058w, https://lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot-300x265.png 300w, https://lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot-1024x904.png 1024w, https://lpalma.com/wp-content/uploads/2020/03/iot-768x678.png 768w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a>Quem nunca ouviu dizer que as coisas acontecem muito rápido na Internet?<br /> Pois bem, isso vale para postagens em redes sociais, notícias ou comunicação instantânea, mas quando a mudança é mais estrutural, as coisas não andam tão rápido assim. Falando em &#8220;coisas&#8221;, aliás, essa discussão é sobre elas &#8211; as &#8220;coisas&#8221; que deveriam estar na Internet.</p>


<h3 class="wp-block-heading">A Internet das Coisas</h3>


<p>Há cerca de 10 anos o termo &#8220;Internet das Coisas&#8221; já era apresentado em slides de palestras descoladas, que anunciavam a chegada da hiperconectividade para a a semana seguinte. Só que as &#8220;coisas&#8221; não se conectaram tão rápido assim.</p>


<p>Um exemplo clássico à época era falar da &#8220;geladeira conectada&#8221;. Ela saberia o que tem dentro dela, avisaria quando algum suprimento está acabando e até aprenderia sobre seus hábitos de consumo. É bem verdade que uma coisa essas palestras deixaram claro: falar é muito mais fácil do que fazer acontecer. O PowerPoint aceita tudo, e sempre vai ter uma imagem impressionante na Internet pra fazer parecer que estamos a um passo do futuro.</p>


<p>A realidade? A realidade é que fazer as coisas dá trabalho. E não citei a geladeira à toa. Nos últimos 5 anos, venho trabalhando numa iniciativa para ajudar as pessoas a consertarem seus equipamentos domésticos, dentre eles&#8230; geladeiras!</p>


<p>Apesar de estar inserido nesse mercado, nunca vi uma geladeira conectada em minhas andanças. Então comecei a me questionar: &#8220;E eu? O que EU posso fazer para ajudar o mercado a dar um passo rumo à tal Internet das Coisas&#8221;?</p>


<h3 class="wp-block-heading">IoT &#8211; um discurso que vende</h3>


<p>Uma forma interessante de introduzir tecnologia no mercado seria agregar algum conhecimento sobre hardware (&#8220;eletrônica&#8221;) com conhecimento sobre redes e programação de computadores. Esses são os elementos para quem fala sobre &#8220;IoT&#8221; (ou &#8220;Internet of Things&#8221;, ou &#8220;Internet das Coisas&#8221; em tupiniquim mais claro) conceber soluções realmente impressionantes.<br />
E basta falar a palavrinha mágica para que as pessoas se interessem. Não é raro ver startups falando em IoT, Inteligência Artificial e diversos outros jargões da moda para impressionarem potenciais investidores ou, pelo menos, dar uma inflada no ego ao impressionar um leigo. Entregar, que é bom&#8230;</p>


<h4 class="wp-block-heading">Mas afinal, que raios é isso?</h4>


<p>O conceito de IoT é simples, interessante e poderoso. Se colocarmos sistemas eletrônicos nos equipamentos que utilizamos, como sensores, painéis de interface e circuitos para comunicação com a Internet, podemos criar soluções tão interessantes quanto as palestras de 10 anos atrás. Não para que a geladeira descubra nossa marca de cerveja preferida (ainda), mas para algumas atividades mais simples, porém úteis e bem-vindas.</p>


<p>Na mercado em que estou atuando (manutenção de equipamentos de linha branca), algumas possibilidades são bem interessantes:</p>


<ul><li>Sensores podem detectar falhas no equipamento e acionar a assistência técnica;</li><li>Sensores podem monitorar o funcionamento do aparelho, contabilizando inclusive o tempo e a carga à qual o equipamento está sujeito, de forma a sugerir manutenções preventivas que evitem que falhas ocorram. Estas ações podem ir da limpeza de filtros do ar-condicionado à troca de um componente que começa a apresentar um comportamento fora do padrão devido ao desgaste;</li><li>As informações colhidas pelos sensores podem ser apresentadas ao usuário através de um painel de interface, para que alguma ação seja tomada;</li><li>O usuário pode interagir com o equipamento, seja via painel de interface ou via acesso remoto &#8211; utilizando, por exemplo, um aplicativo para verificar se o ar-condicionado ficou ligado e desligá-lo mesmo estando longe de casa.</li></ul>


<p>As possibilidades são inúmeras, e tenho certeza que você que está lendo já teve umas duas ou três ideias para usar uma &#8220;coisa&#8221; conectada.</p>


<h3 class="wp-block-heading">Vende, mas entrega?</h3>


<p>Bem&#8230; ao chegar em casa, contabilize quantos equipamentos você tem que permitem esse tipo de interação e responda você mesmo. Felizes aqueles que compraram um Google Home ou um Amazon Echo para sentirem-se com um pé no futuro nessa hora!</p>


<p>A implantação de um parque conectado está levando bem mais tempo do que as previsões das palestras. O custo envolvido é elevado, e o retorno para o consumidor ainda não é tão claro. Os &#8220;early adopters&#8221; da linha de cima ainda têm um árduo trabalho de convencimento de seus amigos para que o valor de IoT seja realmente algo que se possa considerar popular.</p>


<p>Assim como tantas outras tecnologias que foram prometidas, IoT ainda não está sendo entregue na mesma proporção que está sendo vendida.</p>


<h3 class="wp-block-heading">IoT 0.5</h3>


<p>É nesse cenário que, junto com o pessoal do Desquebre, cunhamos o termo &#8220;IoT 0.5&#8221;. É uma via intermediária entre equipamentos desconectados e equipamentos 100% conectados (IoT efetivo).</p>


<p>Para que o conceito fique claro, vou precisar explicar rapidamente o que é o Desquebre, projeto que mencionei lá no início. Trata-se de um sistema para ajudar as pessoas a consertarem seus equipamentos, através de um aplicativo (ou site) que fornece dicas para realizar consertos simples. Um exemplo: às vezes uma lavadora pode parar de funcionar só porque foi deslocada durante a limpeza da área de serviço, e ao ser empurrada de volta, a mangueira da água pode ter sido dobrada. Uma mera verificação desse item pode economizar muito tempo buscando assistência profissional, bem como poupar dinheiro e evitar transtornos ou dores de cabeça.</p>


<p>Nesse sistema, o usuário informa qual produto quebrou e os sintomas do defeito verificado. Após consultar as dicas, ele pode solicitar um técnico.</p>


<p>Você reparou que, nesse caso, o usuário de nosso sistema está fazendo o papel dos sensores e dos microprocessadores que estariam instalados num aparelho conectado? Afinal, um sensor detectaria a falha e enviaria a informação a um servidor na Internet, que é exatamente o que a pessoa está fazendo, de forma analógica e talvez não tão precisa, mas já é uma maneira muito interessante de ter dados sobre o que acontece no parque instalado. Como o celular que está sendo usado hoje é um computador completo (e conectado), dados como horário do problema, temperatura ambiente e posição geográfica também podem ser registrados. Um aparelho que nunca sonhou em ser uma &#8220;coisa da Internet&#8221; começa a ser monitorado da mesma forma que serão seus sucessores mais modernos.</p>


<p>Com essa iniciativa, usuários podem começar a notar os benefícios que IoT pode trazer, fornecedores podem começar a desfrutar das vantagens da coleta de dados sobre seus produtos e o &#8220;relacionamento&#8221; com nossos equipamentos começa a ficar mais moderno e eficiente.</p>


<p>Em resumo, você pode começar a usufruir das benesses do discurso sobre IoT hoje mesmo, participando do processo de conexão de seu equipamento à Internet através de uma tecnologia simples e sem ter que gastar dinheiro para isso.</p>


<p>Se você achou o conceito interessante, você também pode ajudar o mercado a adotar essa tecnologia, passando adiante essa mensagem e &#8211; porque não &#8211; dando uma dica antenada para seu amigo que está com um equipamento quebrado: aconselhe a experimentar o Desquebre! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/14.0.0/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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