Membro Embaixador do Campus São Paulo – a Google space

Membro Embaixador do Campus São Paulo – a Google space

Ontem, 20/10/2016, foi um dia especial para mim.

Após cerca de 4 meses de convívio com esse espaço incrível que é o Campus São Paulo, fui agraciado com uma surpresa que me deixou muito honrado: o título de “Membro Embaixador” do Campus São Paulo – a Google space.

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Este reconhecimento já me deixou muito feliz, mas minha satisfação foi muito além do título em si. Olhar para o lado e ver uma dezena de embaixadores também apaixonados pelo conceito do Campus, sentir o espírito colaborativo de cada um deles, o brilho nos olhos e a vontade de fazer do Campus um lugar cada vez melhor – com a mesma paixão com que arrumamos nossa casa para receber amigos – é algo que não tem preço!

Fazer parte disso é uma honra. Ser recebido pela fantástica equipe que compõe o Campus e receber o carinho de cada um deles é um presente muito generoso que essas pessoas especiais nos proporcionaram.

Estou mais motivado do que nunca para falar sobre o Campus, mas hoje quero celebrar algo ainda mais especial: o fato de ver, finalmente, uma gigante de tecnologia mostrar que entendeu o espírito de Comunidade. O Campus já é uma expressão dessa visão acertada e genuína, mas o projeto de Membros Embaixadores estabelece um novo padrão na relação entre empresas e Comunidade. O time do Campus foi brilhante no conteúdo e na forma:

  1. Reconhecimento “now that”
    De acordo com Daniel Pink, o ser humano só desenvolve soluções criativas quando motivado de forma intrínseca. Ao contrário dos processos clássicos de motivação extrínseca (adotado pela esmagadora maioria das tentativas de motivar pessoas), que utiliza o modelo “if-then”, ou seja, “se você fizer isso, eu te dou aquilo”, o modelo “now that” – que visa a motivação intrínseca – reconhece um resultado após ele ter sido realizado. Se alguém realiza algo sem uma “cenoura” na frente, com certeza essa pessoa já está motivada (de forma intrínseca), mas quando esse tipo de reconhecimento chega (sem aviso prévio e sem nenhum “cumprimento formal de promessa”), a motivação é extremamente potencializada.
    Adivinhem se os Membors Embaixadores não estão com o medidor de motivação em 100% e mais um pouco… rs rs rs
  2. Obrigado. Gostaríamos que vocês continuassem fazendo o que já fazem
    Isso foi emocionante. Ouvir isso do time do Campus mostra que eles realmente estão 100% sintonizados com a Comunidade. Participam dela, convivem com as pessoas no dia-a-dia, conhecem os membros ativos pelo nome e por suas qualidades (e defeitos – alguns costumam esquecer o crachá, por exemplo… rs rs rs).
    Mais do que a participação ativa e genuína – coisa que está no sangue dos Googlers que gerenciam o Campus – a empresa mostra um profundo conhecimento e respeito pela dinâmica da Comunidade: não pediu nada em troca. Não colocou metas, receitas de bolo ou diretrizes para honrar o título de Membro Embaixador. “Só gostaríamos que vocês continuassem fazendo o que já fazem“. O peso (positivo) dessa frase é incrível. Ela carrega não só reconhecimento, mas é uma demonstração de confiança excepcional (e bastante rara no mundo corporativo). É como dizer: “Nós acreditamos naquilo que vocês acreditam. Nós confiamos nas ideias de vocês, e temos tanta certeza que vocês fazem coisas pelo Campus por paixão e de forma genuína, que estamos deixando vocês livres para fazerem o que vocês acham que é certo. NÓS CONFIAMOS EM VOCÊS“.
    Cá entre nós… você que tem uma relação de funcionário com sua empresa, quando foi a última vez que você ouviu isso de forma verdadeira? E que outra empresa diz isso para alguém que não tem nenhuma relação formal com ela? Pois é… o Google sempre levando os padrões para níveis mais altos…

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  3. Sem benefícios materiais pomposos
    Sim, você leu certo. Achei FANTÁSTICO que não tenha havido benefícios materiais de grande calibre. Nada de gadgets caros ou qualquer outro presente invejável que pudesse desviar a motivação intrínseca para algo extrínseco. Sim, rolou um “pin” lindo para colocar no crachá, um caderno tipo Moleskine de muito bom gosto (e de papel reciclado), uma camiseta, uma caneta e adesivos. Mimos para agradar sem extravagância. E isso foi simplesmente PERFEITO! Porque ponho minha mão no fogo que nenhum Membro Embaixador fez nada do que fez, ou fará alguma coisa no futuro, visando algum benefício material. Simplesmente não é essa a “pegada” de quem atua em Comunidade. Quem estimula a Comunidade através de presentes caros não entendeu absolutamente NADA de Comunidade. Voltando a Dan Pink, Comunidade é “now that”. Presente caro é “if-then”.
  4. Mi casa, su casa
    Acredito que todo Membro Embaixador já considere o Campus São Paulo uma extensão da sua casa. Ontem o time do Campus foi além. Chamaram-nos para dentro da casa deles, ou seja, nos levaram para o seu escritório, aonde o pessoal coloca as fotos da família, para nos agraciar com o título. Fizeram com que nos sentíssemos ainda mais em casa. Fizeram-nos sentir – ainda mais – parte do Campus. E para quem não ainda não conhece o Campus, eu faço questão de apresentar. Afinal, “mi casa, su casa”.
  5. Escolhas com muito “feeling”
    Aqui vou falar dos outros Membros Embaixadores. Conhecia alguns, outros já tinha visto, outros nem conhecia. A prova cabal que eu estava envolto de gente com espírito de Comunidade veio quando a “Ká”, ao agradecer pelo reconhecimento, já começou a pensar nas pessoas da Comunidade que não receberam o título. Ela se preocupou em analisar como se comportar para que ninguém se sentisse excluído, para garantir que essas pessoas vejam nesse título muito mais uma motivação do que um não-reconhecimento por quem eventualmente não o obteve. Eu achei INCRÍVEL. Era o dia de celebração da pessoa, mas ela continua pensando nos outros. Tem como imprimir mais “Kás” em impressora 3D, por favor?!

Como vocês perceberam, o Campus São Paulo é um espaço com muitas surpresas. A magia do local é tão grande que não caberia num post, então prometo que vou retomar o assunto com frequência para compartilhar o máximo que eu puder sobre esse projeto maravilhoso que é o Campus.
Estou muito feliz e honrado.
À equipe do Campus, MUITO OBRIGADO!!! 🙂 🙂 🙂

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Google I/O 2016

Google I/O 2016

Este ano consegui realizar algo que há tempos desejava muito: participar de um Google I/O.
As expectativas mal cabiam na mala. Lá vamos nós para a Califórnia, San Francisco Bay Area, Vale do Silício…

Prólogo

Eu ainda não conhecia o Vale. Fiquei impressionado com a região!
Só como exemplo, visitei a “California Academy of Science” e os monitores do local davam um show de conhecimento e didática. O que achei muito diferente, porém, estava do outro lado. Um público extremamente interessado no conhecimento, acompanhando as explicações (nada superficiais), entendendo tudo e fazendo perguntas inteligentes.

Isso me fez lembrar do que presencio no museu “Catavento” recorrentemente (e que me deixa muito triste). Pais que levam as crianças lá como se fosse um playground. Ao invés de ler e explicar as experiências para os filhos, os deixam rodar as manivelas de forma bem pouco cuidadosa, colocando em risco não só o próprio filho, mas também a instalação do museu. Conhecimento adquirido? O mesmo de rodar um registro de água na rua…

O material humano do Vale do Silício é realmente de primeira linha. Não dá vontade de voltar, ainda mais considerando o atual momento de irracionalidade do Brasil.

O evento

Gostei do keynote. O Google apresentou o “Google Assistant“, que se propõe a utilizar toda a inteligência que a empresa tem em seu motor de busca para ajudar as pessoas a realizar atividades do dia a dia. Onde ele se diferencia do Siri ou do Cortana? Ele tem o Google por trás. Aquilo que todo mundo faz, de sacar o celular e pesquisar no Google o termo ou a informação que surgiram na discussão, o Google Assistant faz para você, com velocidade e conforto.

O “Google Home” também vai além do “echo” da Amazon. Ele é a versão em hardware do Google Assistant, e sua proposta é a integração com toda a sua casa. Nos stands do evento, foram demonstradas muitas soluções de automação residencial que podem ser controladas, por voz, através do Google Home.

Allo” vem para incomodar o Whatsapp. Muita inteligência artificial por trás dele, para que você, além de conversar com seus amigos, tenha sempre o motor do Google Assistant para ajudar durante a conversa, como um “concierge” de informações. Boa proposta, mas que vai enfrentar um degrau bastante alto para conquistar o mercado de troca de mensagens. Por outro lado, o nome Google deve ajudar.

O Android “N” não chegou a trazer novidades radicais, mas arrancou de todos uma expressão de alívio com o anúncio do fim daquele momento “otimizando aplicativo 3/96” quando você precisa usar o telefone…
Meu prognóstico para o nome? Nutella, claro!!!

Outra coisa que gostei muito foi o anúncio das “Instant Apps“. Com esse recurso, você não precisa instalar a aplicação para utilizá-la. Somente os componentes necessários são automaticamente baixados, sem a necessidade do processo de instalação. Esse recurso me fez até pensar em migrar o DESQUEBRE, que é uma aplicação híbrida, para nativa, pois ela se encaixa perfeitamente nesse conceito.

As sessões? Falarei mais tarde sobre as sessões…

A mudança

A mudança mais radical do evento foi o local. Do tradicional Moscone Center em San Francisco para o Shoreline Amphitheatre em Mountain View. O evento passou a ser ao ar livre, num clima de festival. Houve shows e música à noite, em instalações que davam um ar de “rave” ao evento.

Apesar de muito bem-vinda no conceito, essa mudança trouxe alguns problemas. Após o keynote, formaram-se filas muito, mas muito grandes para assistir às sessões. E o sol estava castigando. Os bebedouros secaram. E muita gente ficava para fora porque as salas, subdimensionadas, lotavam rapidamente. Isso impossibilitou assistir mais do que 2 ou 3 sessões por dia, o que foi um ponto extremamente negativo do evento. Frustrante, eu diria.

As sessões

Pois então. Não pude entrar em muitas, por conta das filas. Estava super ansioso para me atualizar sobre o Design Sprint e saber como ele vem sendo aplicado, mas somente quem passou muito tempo ao sol quente, na fila, conseguiu essa proeza.

Das poucas sessões que consegui assistir, o que achei interessante foi o enfoque no Firebase como solução para criar aplicativos de forma simples e rápida. O modelo “real-time” do banco de dados do Firebase é realmente interessante, e para quem quer desenvolver uma solução de chat, por exemplo, é “killer”.

Também não consegui fazer “Code Labs” porque… tinha que ficar em alguma fila se quisesse assistir alguma sessão. O Google precisa rever completamente essa questão, pois esse fator prejudicou demais o evento e seus participantes.

O networking

Fantástico. Conversei com muita gente boa sobre uma proposta que pretendemos trazer através do Google Business Group São Paulo: o Startup Journey. Vale acompanhar o meetup do GBG São Paulo se você se interessa pelo tema.

Além disso, deu para conhecer algumas pessoas e rever muitas outras, porque a um certo ponto, a galera acabava desistindo de ficar nas filas e preferia investir o tempo em socialização e networking.

A cereja [faltando] no bolo

Uma tradição do Google I/O é a distribuição de gadgets para os participantes. Ao decidir se investia ou não na minha ida ao I/O (em fase de grana curta e estabelecimento de uma empresa), o argumento de um amigo me motivou: “você recupera a grana do ingresso só pelos gadgets que eles dão”.

Pois bem… este foi o primeiro ano de Google I/O sem brindes!

Como tuitei na hora que fiquei sabendo disso: o Google I/O virou Google “o-oh”. Nada de brindes. Ninguém foi para lá só por causa dos brindes, mas todo mundo tinha essa expectativa. Grande frustração.

Epílogo

O evento foi bom, mas bastante decepcionante para mim.
Esperava conseguir participar das sessões que tinha me planejado antecipadamente e esperava conseguir absorver mais informações e conhecimento.

O sol escaldante do primeiro dia e o frio congelante do último nos expuseram a um “desafio de sobrevivência” e trouxeram desconforto e dificuldades para tirar proveito do evento.

A menos que o Google demonstre de forma muito taxativa que os problemas de logística serão resolvidos nas próximas edições, não consigo me entusiasmar em realizar o investimento necessário para participar novamente de um evento desse (os custos no Vale são muito altos), nem recomendar para meus amigos que o façam.

 

Porque é inteligente contratar mais mulheres


Nos últimos meses, tenho acompanhado algumas ações de inclusão de mulheres no mundo da tecnologia.
Nesse contexto, conheci pessoas fantásticas, com muita disposição para tornar nossa sociedade um lugar melhor para se viver.

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Encontro do GBG Women em São Paulo.

 

Analisando o tema, cheguei à conclusão que a decisão mais inteligente para uma empresa de tecnologia é contratar mais mulheres.

Antes de começar o raciocínio, porém, quero colocar algumas premissas que considerei:

  1. No mercado de tecnologia, a habilidade para criar e produzir não tem relação com gênero. Homens e mulheres são igualmente capazes para atuar neste setor.
  2. O número de mulheres na área de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) é 3 vezes menor do que o número de homens.
    (fonte:  http://www.esa.doc.gov/sites/default/files/womeninstemagaptoinnovation8311.pdf)
  3. A qualificação está distribuída de forma homogênea entre os profissionais do mercado.
  4. As empresas sempre contratam os profissionais mais qualificados.

Tenho consciência que as premissas 3 e 4 não são necessariamente verdadeiras, mas utilizei-as somente para facilitar o desenvolvimento do raciocínio. Ainda assim, espero que você também conclua que a análise continua válida.
 

Distribuição da qualificação dos profissionais

Em qualquer mercado, existem profissionais melhores e piores. Nessa análise, atribuí um número (de 1 a 10) para representar a qualificação de cada profissional. De acordo com nossas premissas 1 e 3, podemos representar um universo de 20 profissionais da seguinte forma:

Se uma empresa precisar contratar 10 profissionais desse universo, e considerando a premissa 4, a melhor seleção seria a seguinte:


 

  • A relação entre homens e mulheres está balanceada
    (50% de homens e 50% de mulheres).
  • A qualificação média da empresa é 8,0.
  • Os profissionais menos qualificados possuem um nivel “6”.






 

[Má] Distribuição de profissionais por gênero

Na realidade, poucas empresas de tecnologia possuem quadros tão balanceados quanto o anterior.
Veja o que acontece quando uma empresa contrata 70% de homens e 30% de mulheres neste mesmo universo:

 

  • A qualificação média da empresa caiu para 7,6.
  • O profissional menos qualificado possui um nivel “4”.









E se levarmos a relação para 90% de homens e 10% de mulheres, teremos:

 

  • A qualificação média da empresa caiu para 6,4.
  • O profissional menos qualificado possui um nivel “2”.









Infelizmente, a maior parte das empresas se encontra em uma situação entre as últimas duas tabelas.

Pelo simples fato de termos uma distribuição menos balanceada entre gêneros, nossas empresas são menos produtivas do que empresas balanceadas.

Conclusão: Contrate mais mulheres!

Se sua empresa é composta de mais homens do que mulheres, contrate mais mulheres! Balanceie sua empresa. As vantagens trazidas por essa decisão vão bem além dos pontos abordados neste post (ambientes equilibrados são mais agradáveis, possuem maior diversidade e, consequentemente, tornam-se mais inovadores).

É a decisão mais inteligente para a sua empresa. É a decisão mais consciente para sua sociedade! 🙂

 

Meu primeiro dia na Google


Dia 2/6/2014 foi meu primeiro dia na Google. A empresa tem fama de ter um ambiente extremamente descontraído e muitas regalias, mas na verdade… bem, na verdade é tudo verdade!!!

ImageMesmo já tendo trabalhado em grandes empresas de tecnologia, nunca tinha visto uma estrutura e um clima tão… tão… tão Google!!

Não estou falando só do café da manhã no estilo “hotel 5 estrelas” servido diariamente, nem do almoço do mesmo nível – e grátis – para quem trabalha aqui. A Google provê todos os recursos que o funcionário precisa, e logo no primeiro dia fica claro que ter você trabalhando de forma eficiente é a coisa mais importante. Tudo reflete um clima de produtividade à base de criatividade e motivação – da decoração do escritório até o estilo das pessoas. Já cruzei até com funcionário andando descalço pelo escritório. A frase que li durante o processo seletivo: “não importa o que você veste, importa o que você é”, não é só para fazer média: é o dia-a-dia na Google.

Ok, a empresa é linda, bate palminha, fala “mamãe”, mas quero também compartilhar com vocês o que vim fazer aqui.
O cargo é “Google Business Groups Lead“, mas imagino que isso não explique muita coisa…

O que é um Google Business Group (GBG)?

A definição mais cuImagerta é: “GBGs são Comunidades de profissionais de negócios que se reúnem para compartilhar conhecimento sobre o uso de tecnologias Google para  o sucesso do negócio“.

Em outras palavras, meu desafio é identificar profissionais interessados nestas discussões, e oferecer apoio para que eles realizem encontros, eventos, desconferências, discussões e outras iniciativas – online e offline – sobre o uso de tecnologia Google em suas empresas.

Minha empolgação não poderia ser maior: há tempos eu acredito num modelo de 3 pilares para as interações sociais nas empresas: Comunicação Externa, Redes de Colaboração Interna e Comunidades. Não é segredo que este último pilar é meu “xodó”, e espero conseguir mostrar que tudo isso não é só teoria. Para isso, precisarei contar com a ajuda das fantásticas pessoas que compõem as Comunidades, sempre dispostos a compartilhar conhecimento através da interação humana. Se você tem este espírito e se encaixa no perfil de um membro ou líder de GBG, entre em contato comigo!

Em breve devo voltar com informações mais precisas sobre o trabalho aqui, e espero que as novidades sejam tão excitantes quanto estes primeiros dias na empresa!

A Hipocrisia por trás da “Sustentabilidade”


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As pessoas aparentemente acordaram para a necessidade de agir com responsabilidade em relação ao meio ambiente. E os departamentos de marketing já perceberam, há algum tempo, que o tema pode ser explorado comercialmente.

Infelizmente, o que tenho visto é muita exploração comercial do tema e pouca genuinidade nas ações. Muitas empresas estão criando máscaras de sustentabilidade para faturar de todos os lados: seja lucro para a imagem, seja lucro no bolso mesmo, às custas  advinhe de quem? Sim, em cima de você, consumidor!

Os casos clássicos são os das sacolinhas e o das faturas e extratos em papel.
Coincidência ou não, nos dois casos o principal beneficiado não é o planeta, como diz a propaganda enganosa – são as empresas que promovem suas campanhas de redução de custos pintando a própria cara de verde. E o bolso também, só que no bolso é outro verde que entra…

A atitude que desmascara os bancos é o fato que eles querem economizar o papel e o custo de postagem quando o conteúdo é uma necessidade sua, mas não economizam quando o interesse é deles: algum banco deixou de enviar propaganda impressa para você? E num papel que é muito mais poluente, impresso em 4 cores (quando não inclui o dourado). Ah, isso não polui, mas o seu extrato destrói as florestas. Sei, sei…

E o lobby para “proibir” as sacolinhas em supermercados? É um escândalo, e seria ridículo se não fosse uma agressão ao consumidor.
Sacolinhas “sufocam o planeta”? Ok, mas bem que os supermercados tentaram vendê-las, né? Aí elas não sufocavam mais!!! Fizeram furinhos nas sacolinhas, foi?! Poupe-me!!!
O pior é como fazem o consumidor de idiota. Posando de bonzinhos e coitadinhos, os supermercados farão o “FAVOR” de dar sacolinhas até abril. E depois disso? PROBLEMA SEU!

Se os supermercados estivessem REALMENTE preocupados com sustentabilidade, começariam não revendendo produtos com embalagens enganosas. Exemplo? Caixas de sabão em pó do tamanho da de 1 Kg, mas que só contém 900g.
Hoje notei um outro “golpe” interessante: a Colgate faz uma promoção e coloca 2 pastas de dente numa caixa que é do tamanho de 3 pastas. É “legal”, porque a embalagem cita que tem 2 pastas no espaço de 3 (sem dar destaque, é claro), mas é ilegítimo, porque fica clara a intenção de ludibriar o consumidor.

O que o supermercado tem com isso? Oras, supermercadistas entendem de varejo e portanto, de logística. Um caminhão que transporta essas embalagens enganosas anda com somente ⅔ da sua carga, porque ⅓ é espaço vazio para enganar o consumidor.
Isso significa um consumo de 50% a mais de combustível em prol da malandragem. Isso sim, “sufoca o planeta” muito mais do que as sacolinhas.
Se os supermercados estivessem MESMO preocupados com o planeta, recusariam este produto.

E você? Quer mesmo ser sustentável?

Então instale um bom filtro de água em sua casa.
São 2 vantagens imediatas:

1. Economia: 2 copos de água filtrada (cerca de 500 ml) custam R$ 0,0007 (pegue sua conta de água e faça as contas), enquanto uma garrafa de 500 ml água não costuma sair por menos de R$ 2,00. Em outras palavras, a água engarrafada é 2.500 vezes mais cara do que a água filtrada!

2. Sustentabilidade: 1 garrafa de 500 ml possui cerca de 13 gramas de plástico.
Uma sacolinha não pesa nem 2 gramas e costuma ser reutilizada ao menos uma vez.
Tomar uma garrafinha de água, portanto, “sufoca” o planeta 13 vezes mais do que usar uma sacolinha.

Essa hipocrisia no uso do tema causa o problema de sempre: os bons pagando pelos maus. Como as pessoas estão percebendo que muitas empresas só usam o assunto para ter benefício próprio, aquelas que têm preocupação real com o meio ambiente acabarão sendo “colocadas no mesmo saco”, e a questão da sustentabilidade pode cair no ostracismo por culpa dos malandros de sempre… o Planeta lamenta.

Quando Socialmedia mostra que é Social de verdade


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Ontem o Brasil foi testemunha de uma tragédia incomum: o desabamento de 3 prédios no centro do Rio de Janeiro.
O fato foi noticiado de uma forma que infelizmente já virou praxe na imprensa nacional, com desinformação, pouca pesquisa e pouca checagem dos fatos e das fontes. Eu, pessoalmente, tenho lá minhas desconfianças, uma vez que a foto que consta do local no Google StreetView mostra placas de obras que nenhum repórter se deu o trabalho de pesquisar… mas vamos deixar as investigação com as autoridades, até porque não temos outra opção…

O que quero levantar aqui é outra questão. Um gesto bonito perante cenas tão horrorosas.

NUVA Agência

A agência onde trabalham @JoseTelmo@GugaAlves e @PabloAugusto ficava num dos edifícios que desmoronou. Felizmente, eles estão todos bem, e isso é o que mais importa.

Os profissionais que trabalham com mídias sociais, sensibilizados, tiveram uma atitude que dá sentido à escolha da área em que trabalham, especificamente à palavra “Social” em Socialmedia.

Vaquinha para NUVA

Quase que imediatamente, o “pessoal da Socialmedia” usou as próprias mídias sociais para tentar minimizar o impacto sofrido pelos amigos da NUVA. Ricardo Martins (@ricardopmartins) e mais 7 amigos (@edstorini, @reifison, @camilocoutinho, @rafaelsalgado, @helemoura, @ocarti e @pabloalmeida) decidiram criar uma “vaquinha” para ajudar na reconstrução da agência que ficou reduzida, literalmente, a pó.

Eles usaram este site para coletar doações, independentemente de valor, para ajudar os amigos. Nesta hora, quem trabalha em outras agências deixou de ver uma “concorrente” e passou a ver companheiros, num gesto leal, nobre e bonito de doação para a reconstrução da NUVA. Cada um doou o que poderia doar, e mais do que o dinheiro, tenho certeza que o gesto e as palavras ali deixadas trarão muita energia para que a NUVA retorne o mais breve possível ao mercado, revigorada e orgulhosa pelas amizades que construiu ao longo do tempo.

Até o momento (com somente 1 dia de vaquina) já foram arrecadados R$ 11.000,00. Pode não ser dinheiro suficiente para re-estabelecer a NUVA fisicamente, mas tenho certeza que será uma “pedra fundamental” muito sólida, que motivará cada um de seus integrantes a voltar à ativa com muito vigor. Porque nessa quantia, tem muito mais sentimento do que cifrões.

Parabéns aos “socialmedias”

Nem todo mundo que contribuiu era amigo pessoal da turma da NUVA. Muitos nem os conheciam pessoalmente. Porém, muita gente solidarizou, mostrou empatia e soube se colocar no lugar do outro. Achei isso um gesto bonito e contagiante. Tive orgulho da “categoria”, e fico muito feliz por saber que existem tantas pessoas assim.

Vaquinha para NUVA é um gesto totalmente SOCIAL, digno de quem se propõe a usar essa palavra no seu dia-a-dia de trabalho.

Parabéns, “socialmedias”. E muita força e muita energia para a reconstrução da NUVA.

PS: E você, já ajudou os amigos da NUVA? O link é esse.

Editado em 31/01/2012 (inclusão dos nomes dos criadores da vaquina. Obrigado pelas informações, Ricardo).

ReTweetspectiva 2011 – Parte 4 (Tecnologia e Comunidade Técnica)


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Nestes dias publiquei os Tweets da ReTweetspectiva 2011, nas categorias Sociedade & Comportamento e Mídias Sociais e Mundo Corporativo.

Confira hoje a última lista da série, com os Tweets mais interessantes de 2011 na categoria Tecnologia & Comunidade Técnica.

  • O grande Professor PaCu disse um dia: “A palavra chave é Comunidade”. Não sei se ele sabia o quanto ele estava certo. (17/1)
  • Por que será que toda vez que um desenvolvedor resolve “ajudar” o usuário, ele implementa algo que o usuário não entende ou não quer? (15/2)
  • Vamos ver se alguém assume: Alguém lembra ter dito, no lançamento, q o iPad seria um fracasso e q não serviria pra nada? (18/2)
  • Queria ter um iPad só para não poder rodar flash. A vida deve ser bem melhor sem ele (flash). (18/2)
  • Lá atrás, Bill Gates teve a visão de colocar um PC em cada mesa. Hoje, Google e Apple têm a visão de tirá-los. (25/3)
  • Comunidade e Competição: dois conceitos que não combinam. Um mata o outro. Praticamente uma antítese. (15/4)
  • Nerds falando em 1080p. E a galera se divertindo em 140c. Tudo fica mais simples e divertido quando envolve GENTE. (19/4)
  • Pousou uma mosca no monitor. Tentei tirar com o mouse. Tenho problemas? KKKK (21/4)
  • Vc está efetivamente usando a nuvem qdo te perguntam: “Que Sistema Operacional vc precisa?” e vc responde “Qualquer um!” (23/4)
  • Interesses e propósitos comuns constróem comunidades. Agendas ocultas as destróem. (24/4)
  • Todo mundo fala em 99,9% de disponibilidade nos sistemas. Será que eu sempre caio no 0,1%??? #muitoestranho (11/5)
  • Quanto tempo até o termo “click” virar “tap”? (23/5)
  • Sou a favor de evoluir o OLPC para OiPC – One iPad Per Child. Ensinar sem tablet será arcaico. (29/5)
  • Instalar a nova versão. Coisa que o usuário da era pós-PC não vai mais saber o que quer dizer… (23/6)
  • Numa comunidade, decisões top-down não funcionam. O verdadeiro líder é aquele que ratifica o que a comunidade pensa. (1/7)
  • Se um líder se põe a ditar regras para uma comunidade, ele torna-se exatamente isso: um ditador. (1/7)
  • A última q tentou se segurar cobrando por patentes ao invés de desenvolver bons produtos foi a Novell. O que é dela, hein? (6/7)
  • 1 pessoa de opinião q acredita no q vc fala e repete é um influenciador. 1 pessoa sem opinião q repete o que você fala é um papagaio. (27/7)
  • Adoro essas previsões para 2015… Só que ninguém previu o sucesso do iPad em 2006, né? (13/9)
  • Obrigado Jobs. Descanse em paz. (5/10)
  • 1 coisa q aprendi na Comunidade Técnica: Paixão tem q estar acima das métricas. Paixão faz métricas. Métricas matam paixão (9/10)
  • Atraia pessoas c/ $-benefícios e vc terá mercenários enquanto durar o estoque. Atraia com 1 causa e vc terá 1 comunidade. (7/12)
  • Tente calar um influenciador e vc perderá um influenciador. Perca um influenciador e vc terá um detrator #SocialMediaBasics (28/12)