Computadores serão usados da mesma forma que louça?


Não gostaria de entrar no clichê das “resoluções de Ano Novo”, mas já estava passando da hora de reativar este blog… então vou aproveitar a deixa: lá vai o primeiro post de 2014!
(espero conseguir continuar compartilhando ideias por aqui durante o ano) 🙂

Computadores serão usados como louça?
Computadores serão usados como louça?

O título do post pode parecer estranho, mas as discussões sobre o futuro da computação continuam bastante frequentes. Além disso, o recente anúncio do Edison pela Intel no CES aumenta ainda mais a temperatura da conversa, impulsionando o conceito de “Internet das coisas” (disclaimer: atualmente trabalho para a Intel).

A onda dos tablets não é mais novidade, nem a constante queda nas vendas de PCs. Para “confundir” mais a cabeça do consumidor, novos “fatores de forma” (form factors) vêm surgindo: o “2 em 1” (ultrabook que vira tablet), os phablets ou fonepads (que têm tamanho entre tablets e smartphones e realizam ligações telefônicas) e smartphones com poder de processamento dignos de um desktop de alguns anos atrás, potencializados por equipamentos para integrá-los a telas grandes: WiDi adapters, Apple TV, Google TV, Chromecast.

Nesses momentos é comum que surjam opiniões fatalistas no melhor estilo “isso vai matar aquilo”. Surgem também defensores ferrenhos de determinados form factors ou produtos, “provando” que o produto “X” é o melhor de todos.

Felizmente, não existe um “melhor de todos”. Digo felizmente porque isso acabaria com a diversidade do merado. Se existisse realmente um “melhor de todos”, todo mundo compraria somente aquele modelo, os outros encalhariam e sairiam de linha – e somente o líder absoluto de opiniões existiria no mercado. Ruim, não?!

O que eu acredito é que ao invés de existir um “melhor de todos”, existe um “melhor para o que eu estou fazendo agora”. Daí a comparação com a louça: se você vai tomar uma sopa, que louça você utiliza? A “melhor de todas”? Ou a mais adequada para tomar sopa? Provavelmente você optará (sem precisar pensar muito) por um prato fundo. Se tiver que servir um bolo, provavelmente pegará um prato de sobremesa. Para apoiar uma xícara, nada “melhor” do que um pires, e para comer uma salada, um prato raso…

Esta deve ser a forma que utilizaremos os nossos computadores (sejam lá qual for o tamanho). Está na rua e precisa verificar seus emails? O smartphone parece a melhor pedida. Quer dar uma olhada nas últimas notícias na sala? Um tablet parece ideal. Digitar um post? Um 2:1 no modo “com teclado” pode ser a melhor opção. E os gamers profissionais ainda gostam do desktop com muitos monitores enormes para seus momentos de delírio com os mais avançados jogos.

Escolheremos o melhor equipamento de acordo com a situação, até porque a tendência é que eles estejam facilmente disponíveis. Esta escolha será feita de forma quase automática, como acontece quando precisamos “escolher” a louça certa – praticamente sem pensar, pegaremos o dispositivo mais adequado e começaremos a usar. Sem configurações, sem programações, sem perda de tempo: será pegar, usar e largar.

Novos dispositivos “vestíveis” devem se popularizar (o óculos Google Glass, o relógio Peeble, a pulseira Lifeband Touch, etc) e outros ainda devem surgir com o tema “Internet das coisas” decolando de vez. Provavelmente teremos muitos deles em casa. Porque não dá para acreditar que um único form factor seja o melhor sempre. Se alguém acreditar nisso, por favor me diga: qual a “melhor louça de todas” para ter exclusivamente em casa? Prato raso? Prato fundo? Pires? 🙂

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Microsoft atropelada pelo Linux na Inglaterra?


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A gigante americana deu uma de turista em visita a Londres.

Ao atravessar a rua, continuou fazendo as coisas da forma que estava acostumada a fazer (e com sucesso), bastante segura de si.
Foi tragicamente atropelada porque estava olhando para o lado errado. Em Londres, os carros vêm pelo outro lado.

Enquanto pensava em “atravessar a rua” tranquilamente com o Windows rodando em 89% dos PCs, sem considerar os menos de 2% do Linux uma ameaça, a empresa continuou fazendo mais do mesmo. Olhando sempre para o mesmo lugar.

Só que ela não viu o Linux vindo de um outro lado, com outro nome: Android.
Um piscar de olhos e “BUM“!
O novo cenário (mobile), talvez o mais importante daqui pra frente, estava dominado pela Google. Enquanto o Android festeja a conquista de 44,9% do mercado (crescimento de 358% em 1 ano), o sistema da Microsoft amarga uma queda de 53%, reduzido a 2,8% do mercado.

Apesar do estrategista-chefe da Microsoft (Craig Mundie) não acreditar, os tablets vêm fazendo a diferença e vêm tomando o espaço dos PC’s, de mãos dadas com os smartphones.

Mesmo para atividades mais complexas, acessórios como o lapdock prometem cobrir o “gap”. Não é à toa que as vendas de PC estão caindo.

Potência? Só questão de tempo. E pouco! Em menos de um ano estaremos falando de tablets/smartphones com 4 núcleos. É mais potência do que o PC que estou usando (ainda) para escrever este post (e que diga-se de passagem, tem somente 1,5 ano).

Quem não percebe que o cenário muda é atropelado. Evite que isso aconteça com você!

Ah… e se estiver pensando em viajar para Londres, não se esqueça: LOOK RIGHT!