Bem-vindo à era pós-PC


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Era uma vez…

Há um quarto de século, o PC iniciou uma era que transformou a maneira de trabalhar e de agir, abrindo possibilidades incríveis para empresas e indivíduos.
Surgiram termos como Desktop Publishing, CAD/CAE, planilha de cálculo, editor de textos. Tudo isso “na ponta dos seus dedos”, como dizia um slogan dos anos 90.
O PC trouxe ao indivíduo a capacidade de criar conteúdo de forma que antes era restrita às empresas.

All together now

Quando os PC’s foram conectados em rede – primeiro em redes locais, depois na Internet – eles mudaram também a forma de se comunicar. Agora, indivíduos passaram não só a produzir, mas também a compartilhar conteúdo de uma forma antes restrita aos “responsáveis” pela comunicação: jornais, revistas, rádios, TVs. Hoje cada um tem sue próprio jornal, revista, rádio ou TV na Internet. “A mídia somos nós”.

Chegamos até este ponto usando PC’s.

Acostumamos com isso…

Se fizemos tanto com esses velhos companheiros, porque abandoná-los?
Acontece que estamos tão conectados a nossos PC’s [ou seria dependentes?] que queremos tê-los sempre conosco. Queremos que eles “façam parte de nós”, que sejam wearable computers, como previu Negroponte há quase 20 anos.

Só que o PC, acostumado com si mesmo, não deu este último salto. Notebooks e a febre passageira dos netbooks (esa sim, foi passageira, Mr. Mundie) não foram capazes de “estarem sempre conosco”.
Somente um “nerd” levaria seu note/netbook para a piscina. Seria muito mais “normal” levar uma revista ou um livro. Talvez um celular, que englobou muitas das vantagens do PC: Internet, e-mail, browser, etc.

Os smartphones passaram a tomar espaço dos PC’s em atividades simples, realizáveis em telas sub-4″. E SIM, eles estão SEMPRE conosco… (até na piscina!).

But there’s one more thing“…

Eis que surge do negro palco Mr. Jobs, e enxerga o que ninguém viu: a obesidade não afeta somente os americanos – ela atinge também os PC’s!!!
Os PC’s se tornaram pesados e volumosos, ainda que incrivelmente potentes. So que talvez desnecessariamente potentes para a maioria da pessoas.
Processador de 3GHz, quad-core, hyper-threaded… Jesus! Isso é um supercomputador de 10 anos atrás! Ele vem com um cientista na caixa???

E tudo [re]começa

Jobs deu então início à era pós-PC criando o iPad.
Leve em todos os sentidos, ele não é tão potente quanto um PC. E nem precisa, pois na maioria daz vezes, você não precisa que ele seja.
Você está há cerca de 2 minutos lendo este texto e seu processador está usando 2% ou menos de sua capacidade. E assim ficará enquanto você gerencia seu email, escreve seus textos ou interage nas mídias sociais. Talvez você use 10% para assistir a um vídeo no Youtube…

Jobs colocou à sua disposição – de forma a estar sempre com você – a potência suficiente para a maioria das tarefas, uma tela que viabiliza o trabalho, estudo ou lazer e a interface da nova era (MPG), baseada em toques, gestos e física.

E criador e criatura foram aclamados.
Sua empresa foi coroada como #1, desbancando a poderosa Microsoft – primeiro em valor de mercado, depois em lucro.
E como diz o anúncio dessa que foi a sacada da década: isto está apenas começando.

Bem-vindo à era pós-PC!

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4 comentários sobre “Bem-vindo à era pós-PC

  1. Palma. Na verdade eu acho que o grande insight que a apple teve em relacao ao ipad começou com o Iphone. Eu tenho a impressao que o Steve Jobs criou o iphone como uma forma de criar um smartphone melhor do que o modelo que tinhamos, não tão smart e com uma pobreza de aplicativos e serviços tremenda (leia se nokia, MS e outros, o android veio na cola como um genérico de Iphone, PS eu tenho android). O sucesso foi tão grande que deu no que deu.
    Outro dia eu tava conversando com o meu ex-chefe, e ele tem um desktop na mesa dele por pura formalidade, pq tudo que ele faz ele faz on the road com o seu Iphone. Ai o problema natural, é o Iphone tem tela pequena. Solução: Vamos criar um iphone de tela grande. Taí o Ipad e o seu sucesso. Se a gente olhar hoje, o IPad é o Iphone de Itu. Outros estao ai na competicao pra criar uma interface tao boa quanto, e colocar um ecossistema de aplicativos táo bom quanto. Mas sejamos sinceros, O IOS ainda tem muito que melhorar, mas uma vez mais Mister Jobs saiu na frente, e criou mercado onde nao existia e um ecossitema de I Apps e IGadgets consolidado. O grande passo que os tablets, seja Ipad, Android o no futuro MicroNokia tem que dar é se tornarem independentes do PC, uma vez que vc possa ter em casa apenas um tablet e nao precisar do PC pra nada. a era Pós PC estara consolidadada.

    E vou além, nos anos que se seguirem, empresas vao usar Ipads em lojas como pontos de vendas, restaurantes para apresentar os seus menus de forma interativa e etc… cada vez mais aplicacoes para Ipad, Iphone Eu acho que a grande sacada do mercado de tablets chama-se penetracao, ou seja vc pode colocar um tablet em diferentes situacoes e mesmo o cliente pode leva-lo a lugares onde um notebook jamais foi, ou vc jamai teve a ousadia de levá-lo.

    Grande Abraço

    1. Oi Wanden! Obrigado por aprimorar a discussão. 😉
      Acredito que o mercado ainda nem descobriu a infinidade de possibilidades de uso para os tablets. Como diz o @birraque, ele é uma janela para a nuvem, e as empresas mais ágeis rapidamente o tornarão uma janela para a própria empresa.
      Por outro lado, acho que o desktop ainda vive um bom tempo. Fazendo um paralelo com equipamentos relacionados à música, ele é o “home theater” de casa, enquanto os tablets são os iPods.
      No conforto de casa e com o devido espaço, vc vai para o máximo desempenho. Na hora que sai de casa, leva só o que precisa.

    1. Oops! Então me desculpe se te chamei de nerd! Rs rs rs rs
      Relaxe, como agora vc está de tablet, que é considerado “cool” pelos frequentadores da piscina, aquela imagem de geniozinho nerd deve ficar no passado. 😉
      (Só uma brincadeira para descontrair, ok?)

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