ReTweetspectiva 2011 – Parte 2 (Mídias Sociais)


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Ontem publiquei os Tweets da ReTweetspectiva 2011, na categoria Sociedade & Comportamento.

Confira hoje os Tweets mais interessantes de 2011 na categoria Mídias Sociais.

(Amanhã e depois de amanhã serão postados os Tweets das categorias Mundo Corporativo e Tecnologia & Comunidade Técnica).

  • Transparência em tempos de Mídias Sociais: “Minha vida é um facebook aberto” (2/1)
  • ROI é uma relação matemática, um número. Se você ainda não sabe qual é o retorno desejado, defina isto antes de perguntar sobre esse número. (17/1)
  • @Jana_Bernardes “Quem deve assumir as Redes Sociais de uma empresa?” Se alguém tem q “assumir”, é pq a empresa não está em Rede, concorda? (22/1)
  • Empresa fala: “Compre!” – você dá de ombros. Consumidor fala: “Não compre!” – você corre prá ver. #midias #sociais #socialcast (29/1)
  • Mídias Sociais dão trabalho porque as mensagens são efêmeras. E às vezes explosivas. (17/2)
  • Se estas manifestações derrubarem as ditaduras políticas, será que surgirão novas, para derrubar as “ditaduras econômicas”? #RedesSociais (19/2)
  • É normal falarmos muito bem ou muito mal das coisas aqui no Twitter. Não tem muito sentido dizer “o sabonete que usei hoje é razoável”, tem? (19/2)
  • Tiro sai pela culatra, a campanha vira fiasco e zombaria e a desculpa é q “pelo menos estão falando da marca”. Poupe-me… (4/3)
  • Uma imagem vale por 1000 palavras porque as pessoas associam 1000 palavras que vc escreve à sua imagem no Twitter (10/3)
  • Os consumidores estão aprendendo a usar mídias sociais muito mais rápido (e melhor) do que as empresas. Vide os casos Brastemp e Renault. (13/3)
  • Parabéns pelo seu novo emprego!!! Agora vc é socialmedia manager de vc mesmo! #personalbranding (15/3)
  • Mentalidade d pagar por tweet é totalmente Broadcast. Mídias Sociais são + eficientes pelo engajamento do q pelo Broadcast (31/3)
  • Comemore a perda de seguidores no Twitter. Isso indica aumento da relevância de sua “real audiência”. (7/4)
  • Para cada campanha “Siga no Twitter e concorra a…” morre um Panda. Se o prêmio for iPad, morrem dois. (18/4)
  • Qdo 2/3 ds empresas no BR dizem estar presentes nas mídias sociais,pergunto-me o q a maioria entende por “estar presente nas mídias sociais” (24/4)
  • Se escola/professor bloqueiam acesso à Internet na sala é pq não conseguem ser mais interessantes do q a Rede (nem trazer mais valor). (27/4)
  • Ser popular não significa ser influente. O broadcast te torna popular; o socialcast, influente. (9/5)
  • O Facebook já proibiu sorteios por “Like”. Bem que o Twitter podia proibir “Dê RT e concorra” né? Multa dupla se for iPad. (30/5)
  • Não tuite demais, para não cair no filtro de indiferença. #PKM #saraudeideias (30/5)
  • Empresas que não acompanharem (mídias sociais) parecerão idosos jogando futebol com adolescentes. (2/6)
  • Fico um pouco offline, ligo o rádio e o que ouço? Twitter,Orkut, Facebook… (7/6)
  • Broadcast é bom pela abrangência. Socialcast é bom pela influência. Rafinha é broadcast, @briansolis é socialcast. (10/6)
  • Viral? Viral é broadcast disfarçado de socialcast… (10/6)
  • Cada vez que alguém sorteia alguma coisa no Twitter morre um Panda. De tédio. (12/6)
  • Quando vejo pesquisas dizendo que 70% das empresas usam mídias sociais no BR, pergunto-me quem eram os 100%… #prontofalei (17/6)
  • Quer ver pararem c/ essa história de calcular ROI de Socialmedia? Peça p/ a empresa mostrar como foi calculado o ROI de qquer outra coisa… (25/6)
  • Quem quer se vender como guru em Redes ainda não entendeu as Redes. (28/6)
  • Campanha online boa é aquela que não precisa de sorteio para atrair. (5/7)
  • Se mídias sociais são bloqueadas, maus funcionários voltam a enrolar como antes, ou criam novos meios. O pior cego é o que não quer ver… (5/7)
  • Quer resultado no online/socialmedia? Peça um planejamento sem sorteio/concurso. Filtra mais do que Melitta – não, esse tweet ñ foi pago 🙂 (7/7)
  • Siga-nos no Twitter: uma nova maneira de dizer: “não entendemos nada, mas vamos fingir que está tudo OK” (11/7)
  • Curta a nossa fanpage é o novo “um trocado, por favor?” (13/7)
  • Nas mídias sociais, ao abordar assuntos relativos à empresa em que você trabalha, identifique-se como funcionário. É polido e transparente. (25/7)
  • As empresas precisam entender que responder mensagens no Twitter não é resolver o problema… (26/7)
  • Pelo contrário… mostrar que monitora redes sociais mas não tomar atitudes REAIS, só mostra modismo, descaso e desrespeito pelo consumidor. (26/7)
  • E esses virais hein? Beneficiam mais as agências que os fazem ou os clientes que pagam a conta? #prapensarE esses virais hein? Beneficiam mais as agências que os fazem ou os clientes que pagam a conta? #prapensar (2/8)
  • Se você não é social no off, não adianta tentar ser no on – @glebeduarte (12/8)
  • Esta é uma mensagem automática. Por favor, não responda. Parece piada, mas isso vem de um canal de “atendimento” de 1 empresa grande… (14/8)
  • Quando é que as empresas vão deixar de fazer broadcast em canais destinados ao socialcast? (14/8)
  • Tudo o que é demais incomoda. Personal Branding não é exceção. (20/8)
  • Não confundir “engajamento com a campanha” com “engajamento com a marca”. Se não tiver o segundo, não tem ROI. (22/8)
  • Nota mental: ROI é medido em DINHEIRO que entra no caixa, não em Pageviews, Retweets, Likes, Seguidores, bla, bla, bla… (22/8)
  • O Twitter é um Rádio por escrito. (30/8)
  • Auto-elogio: uma boa forma de perder a relevância. Vale para pessoas e para empresas. (9/9)
  • Laranja madura na beira da estrada / Tá bichada, Zé, ou tem marimbondo no pé Pense nisso antes d investir em socialmedia (24/9)
  • O “engajamento” por sorteio ou “concurso cultural” em mídias sociais acaba no instante em que o prêmio é entregue. (28/9)
  • Ah, se publicitários vendessem tão bem o produto de seus clientes quanto vendem as suas agências… (29/9)
  • E ainda tem empresa grande caindo na do “vamos soltar um viralzinho”… Até quando? (14/10)
  • Uma nova versão p/ “me dê um RT que eu te dou um pirulito” –> “bata minha métrica q eu te dou um pirulito” SM d 3o. mundo (20/10)
  • Se vc compartilha mais conteúdo do que sua audiência consegue consumir, vc se torna irrelevante. Seja um bom filtro. (30/10)
  • Qdo a pessoa entra em contato pelo Twitter, não é hora da empresa querer ganhar métrica pedindo para ela seguir. Resolva antes o problema! (2/12)

Mídias Sociais: porque é sério e precisa ser profissional


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Esta foi uma semana agitada, em grande parte por conta da Campus Party Brasil.
De lá surgiram dois fatos que mostram porque você precisa ter profissionais sérios e competentes envolvidos em suas iniciativas de mídias sociais. O terceiro veio dos gramados.

#fato 1 – Marcelos Tas se queimando à toa.

O fato inédito da Campus Party deste ano conseguiu apagar até a imagem do Al Gore e a do Steve Wozniak – um apagão deixou 6.800 nerds sem os seus sinais vitais: eletricidade e conexão à Internet.

Obviamente, os campuseiros se manifestaram, frisando a ausência de geradores e ironizando uma das principais patrocinadoras do evento, a Telefónica, porém tudo com muito bom humor e de forma civilizada (veja o momento do apagão).

Neste cenário que Marcelo Tas, ninguém sabe se com agenda oculta ou não, saiu em defesa da empresa para a qual foi garoto-propaganda (Telefónica).
Só que o público da #cpbr4 é extremamente “pensante”, e detectou e comentou o possível conflito de interesses.

A partir daí, Tas entrou em rota de colisão com os campuseiros, chegando a tuitar coisas como:

“Campus Party está sem luz e internet. Alô nerds, que tal aprender beijar ou ler um bom livro? 🙂 http://yfrog.com/h7fhoqj #cpbr4”

e tomou uma invertida, retuitada por muita gente:

“RT @mirandanilo que tal aprender a fazer humor RT @marcelotas Campus Party está sem luz e internet. Alô nerds, que tal aprender beijar ou ler um bom livro?”

O embate se estendeu a um “bate-boca via Twitter” (se é que isso é possível) com um dos co-fundadores da Campus Party, @pacoragageles, a quem Tas chamou de “espanholzinho”.

Desgaste desnecessário. Marcelo Tas poderia ter passado sem essa, e com certeza seu “Ibope” perante os “Nerds” está mais baixo.

#fato 2 – Apagão no “flashmob” da AMD no #cpbr4

A AMD até que tentou, mas o pessoal da #cpbr4 não aderiu ao seu “flashmob“.

Ao invés de interagir, as pessoas ficaram somente filmando ou tirando fotos com seus celulares.
Aparentemente, só dançou quem foi contratado.

Isso não configura um flashmob e sim uma mera apresentação, um show ao vivo.
Um flashmob requer mais atração, mais envolvimento, mais sinergia. Um flashmob é um “viral ao vivo“, e isso a AMD definitivamente não conseguiu realizar.
Tanto que o vídeo do suposto flashmob ainda não atingiu a marca dos 10.000 views (muito pouco frente ao investimento realizado).

Pior do que o não envolvimento do público, foi a escolha do rapper Dark Sorcerer (Cauê Moura) para liderar a ação.
Cauê Moura publicou um vídeo falando horrores sobre os flashmobs. O link está aqui, mas não me responsabilizo pela linguagem nele utilizada. Assista por sua conta e risco de seus ouvidos…

Não funcionou e ficou chato…

#fato 3 – Fotógrafo “tuíta” coisa errada, no lugar errado, na hora errada

Depois de Alex Glikas (ex-Locaweb) e de Mayara Petruso (“ex-tagiária” de Direito), agora é a vez do [ex]fotógrafo do Agora, Thiago Vieira perder seu emprego e comprometer sua reputação.
Flávio estava cobrindo as eleições da diretoria do Palmeiras, nas dependências do próprio clube, quando tuitou:

“Enquanto os porcos não se decidem poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante pra imprensa q assiste ao jogo do timão na sala de imprensa.”

Não satisfeito, ainda escreveu:

“esperando os porcos decidirem se são porcos ou gente” e “E o corinthians não aprendeu nada com o segundo tempo contra a Lusa…enquanto isso nem porcos nem gente”

Por pouco escapou de uma grande surra, pois os torcedores presentes no local não gostaram nem um pouco dos tweets do fotógrafo.

A experiência não termina aí. Uma das coisas mais importantes nas Redes Sociais é ser transparente: assumir seus erros, tornar público seu aprendizado com eles e comprometer-se a não repeti-los. É a melhor atitude após uma eventual falha.

No entanto, algumas vezes a soberba não permite às pessoas assumir seus erros. E parece que temos mais um caso aqui…
Vejam aqui a “desculpa” que o fotógrafo inventou para tentar tapar um sol desértico com a peneira: esconder-se atrás do clássico de George Orwell.

Pois é. Erro em cima de erro, né? Agora, quer a cerejinha no bolo?
Repare nos comentário publicados na página. Só gente apoiando.
Alguém realmente acredita que só houve comentários de apoio? Nenhuma crítica?

Nas Redes Sociais, seja transparente!

Essa falta de transparência não pega bem nas Redes Sociais.
Foi-se o tempo que a opinião pública era formada pela “mass media“.
Hoje o público tem acesso à informação e é capaz de formar a SUA opinião. Esse tipo de ação no estilo “dono da bola” não funciona mais.

É preciso agir nas Redes Sociais com transparência, com profissionalismo e com criatividade.
Sem esses requisitos, é melhor e mais seguro continuar distribuindo uns brindezinhos bacanas, bem à moda antiga…

 

E depois do “Like”?


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Que em 2011 vamos ver, ler e ouvir muito sobre Mídias Sociais não é novidade prá ninguém.
E em 2012, 2013, 2014? O tema ainda estará na pauta?Me dê um RT que eu te dou um pirulito!

Você acertou: depende!

Pelas ações em Mídias Sociais que estamos presenciando no Brasil, há o risco do termo ser “queimado” no mercado em pouco tempo.
É triste ver o número de campanhas-clichê no estilo “me dê um RT que eu te dou um pirulito“.

Em busca dos olhos perdidos…

EyeballsNas últimas décadas, empresas e agências se acostumaram a correr atrás de eyeballs, ou seja, fazer de tudo para que o maior número de pessoas visse (ou ouvisse, ou lesse) a sua mensagem. Foi a era do Broadcast.

Quando pessoas condicionadas a esse raciocínio tiveram o primeiro contato com as Mídias Sociais, seus olhos brilharam.
Não porque tenham enxergado o verdadeiro potencial das novas mídias… mas por terem visto a ponta do iceberg que poderia lhes dar uma sobrevida na busca por eyeballs.

A primeira paixão foi a palavra “viral” – Uau! Redes Sociais, um passando a mensagem para o outro, propagando-a até o infinito, números estonteantes de eyeballs!!!
É verdade que o efeito viral existe e pode acontecer em Redes Sociais através das Mídias Sociais. Porém, não canso de repetir que “viral só é viral depois que vira viral“.
Fuja, e rápido, quando ouvir frases parecidas com “… aí a gente solta um viralzinho…”.
Claro que vídeos muito inteligentes, criativos, divertidos ou importantes podem gerar o “boca-a-boca” e tornarem-se virais. Só que da mesma forma que não é a noiva que tem que dizer se ela está bonita (são os convidados), não é você (e muito menos a agência) quem decide se algo é viral. São as pessoas que assistem, ouvem, lêem e – se acharem interessante – passam adiante. Seu último vídeo pode ser ótimo, mas quem decide são eles, portanto não compre nem venda ilusões.

Mas porque as empresas querem o RT ou o “Like”?

Facebook LikeA empolgação continua quando os Retweets (RT’s) e “Like“s do Facebook entram em ação.
A ideia de usar os RT’s é estimular o maior número de pessoas a retransmitir uma mensagem. Isso gera os desejados “eyeballs“.
No caso do Facebook, a descoberta é coletar “Like“s. Porque assim, cada mensagem que a empresa colocar em sua fan page será exibida a todos esses… eyeballs!

São técnicas interessantes, porém dependem de um estímulo para a ação. Exatamente nesse ponto que as ações estão se tornando medíocres. O estímulo é sempre o mesmo que agências e empresas estavam acostumadas a oferecer no passado: brindes, prêmios, ofertas, etc. É uma maneira de ter “reimpressões mecânicas” da sua mensagem, porém sem gerar nenhum vínculo, nenhuma CONEXÃO com o “ReTweeter” ou “Liker“. Se o seu concorrente oferecer um prêmio igual, o indivíduo retuíta os dois.
Eyeball por eyeball, sai mais barato pagar uma máquina para imprimir sua mensagem.

E o que tem de errado nisso?

Nada.

Só que é um pecado perder uma oportunidade dessas.

As Mídias Sociais permitem criar uma conexão muito mais intensa com o cliente (ou potencial cliente), estabelecer um relacionamento, criar um vínculo, formar influenciadores e criar uma comunidade energizada em torno de sua marca.
Explorá-las utilizando métodos da era Broadcast é um grande desperdício. E como tudo que é explorado sem cuidado, esgota-se.

Quantas campanhas “me dê um RT que eu te dou um pirulito” ainda vão “funcionar”?
Que tamanho terão que ficar esses pirulitos?
Como fica o pessoal do ROI?

Onde está, nessas campanhas, o relacionamento de longo prazo com o cliente? O que acontece depois que todo mundo “retuitou” ou deu Like?
Para a agência que vendeu, ou para o gerente que a contratou, até entendo: eles “cumpriram a meta” de entregar um projeto usando Mídias Sociais… mas até onde isso é uma camadinha de tinta para iludir a empresa? Até onde isso tem valor efetivo e duradouro? Esse tipo de investimento… é a coisa certa a fazer? E depois do Like?

Se não mudarmos logo; se não deixarmos claro o que o termo Social quer dizer logo atrás de Mídias, corremos o risco de “queimar o filme” com as pessoas que assinarão cheques comprando iniciativas em Mídias Sociais. E teremos que imprimir cartões diferentes em 2012.

Agora, se as Novas Mídias forem utilizadas de uma forma realmente participativa, se conseguirmos estabelecer o novo tipo de relacionamento que os clientes estão esperando, se criarmos comunidades em torno de interesses comuns, então o termo “Mídias Sociais” entrará definitivamente na pauta, da mesma forma que termos como “Marketing”, “Design”, “Governança” e “Inovação” fizeram.

As Mídias Sociais vão absorver a TI?


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Lendo o título de relance pode até parecer um exagero, mas acompanhando a evolução da TI, a pergunta começa a fazer sentido…

Files-lowSe voltarmos um pouco ao tempo em que os computadores começavam a ser interligados em rede, qual era o grande desafio?
Era conseguir armazenar informações (arquivos), de forma confiável, num lugar centralizado (pouco criativamente chamado de “Servidor de Arquivos”).
Foi a época de ouro das Redes Novell e dos “administradores de rede”, que ganharam notoriedade e dinheiro por saberem instalar e configurar estes caríssimos sistemas.

Depois vieram servidores que, além de armazenar arquivos, também rodavam aplicações como bancos de dados, sistemas de gestão, CRM’s, etc.
Muitos administradores tiveram que aprender novas línguas: as da Microsoft e do UNIX.

Eis que surge a Internet, e então o compartilhamento de arquivos passa a se dar através de Servidores Web e dos protocolos estabelecidos pela Internet.
As aplicações também saíram dos servidores dedicados e foram para os Web Servers.

Apesar do termo “Computação na Nuvem” estar muito na moda hoje, desde o seu início a Web JÁ ERA Computação na Nuvem!

Nessa história toda, alguns desafios foram constantes. Desafios que as plataformas de Mídias Sociais  estão ajudando a resolver:

  • imageCadastro de usuários e Autenticação
  • Armazenamento confiável da Informação
  • Controle de Acesso à Informação (individualmente ou por grupos)
  • Instalação de aplicações num ambiente fácil de acessar e manter
    Repare que no ecossistema das Mídias Sociais, você pode fazer tudo isso utlizando componentes populares do dia-a-dia:
  • Cadastro de usuários e Autenticação:
    Está ficando cada vez mais para o lado do Facebook, apesar do Twitter também oferecer este “serviço” de autenticação para outas aplicações.
  • Armazenamento e controle de acesso:
    Quer coisa mais prática do que o Google Docs? Você pode compartilhar seus arquivos com o mundo, definindo exatamente quem pode e quem  não pode ver ou editar seus documentos. Será ainda mais interessante quando pudermos definir essas pemissões de forma integrada com o Facebook e Twitter.
    Além disso, muitos outros serviços permitem que você compartilhe suas fotos, vídeos, músicas, com total controle de quem tem acesso.
  • Aplicações
    Esta dificilmente alguém tira do Facebook. O Facebook pode se tornar o novo browser.
    As pessoas acordam e abrem o Facebook. Antes até do email.
    Em breve, você terá suas aplicações rodando dentro do Facebook, sem se importar se está acessando a rede pelo seu computador, netbook, iPad, iPhone ou console de games.
    As pessoas não vão querer sair da tela do Facebook para acessar o Home Banking, mandar mensagens ou fazer compras.

É… o cenário está mudando novamente, e profissionais e empresas terão que se adequar mais uma vez.
Será muito difícil para as áreas de TI, acostumadas com o poder centralizado e o controle de tudo, deixar aos usuários a decisão de como utilizar e compartilhar suas informações.
Os usuários já estão entendendo as novas ferramentas, e irão utilizá-las mesmo que a TI tente impedi-los.

Tudo depende de PESSOAS

As empresas precisam escolher um dos caminhos:

  1. Investir pesado em técnicas de comando e controle; impedindo o uso de mídias sociais, o uso de pen-drives para levar informação para casa (onde o funcionário tem acesso às mídias sociais), e até a memorização de informações para digitar no Twitter e no Facebook ou…
  2. Investir em pessoas, conscientizando-as sobre os benefícios e os riscos do uso das mídias sociais.
    Afinal, se a empresa não confiar em seus funcionários, como ela vai sobreviver?

Suas ações nas Mídias Sociais refletem sua Estratégia?


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A palavra “Estratégia” é muito mencionada dentro das empresas. O termo é elegante por si só, e muitos funcionários o invocam de forma pomposa, como que vestindo uma aura de poder ao fazê-lo.

No entanto, muitas vezes o discurso acaba como o do Coronel Nascimento no vídeo: impressiona, mas não chega, efetivamente, à profundidade, clareza e objetividade que uma definição de estratégia deve ter.

 

Como definir uma Estratégia de Mídias Sociais?

A bem da verdade, não se deve falar diretamente em “Estratégia de Mídias Sociais”.
A Estratégia que se deve ter sempre em mente é a da empresa, aquela do negócio. A “Estratégia de Mídias Sociais” deve estar – sempre – em total sintonia com a Estratégia “mãe” (a da empresa).

Resumindo, você tem que conhecer a primeira (Estratégia da Empresa), antes de definir sua Estratégia e suas Ações (Táticas) nas Mídias Sociais.

Nos próximos sábados (27/11 e 04/12) ministrarei um Curso de Estratégias de Mídias Sociais para Empresas.
A ideia deste curso é capacitar os participantes a fazer exatamente isso: “mapear” estes dois importantes componentes da empresa para tirar proveito – com sucesso e efetividade – das Mídias Sociais.

Este tipo de mapeamento (como qualquer outro) só é possível quando você conhece os dois lados. É por isso que no pimeiro dia (27/11), discutiremos a dinâmica das Mídias Sociais – a “metodologia” dos 3 pilares para a utilização de Mídias Sociais, as plataformas e ferramentas disponíveis, assim como os conceitos de Redes Sociais que funcionam como base para que as pessoas interajam.

Este primeiro módulo é mais focado na teoria. Para exercitar os conceitos absorvidos, no segundo sábado (04/12), realizaremos uma Oficina de Mídias Sociais, 100% prática.

O objetivo do módulo prático é simular situações reais de mercado, partindo de estratégias de negócio definidas.
Os participantes realizarão o mapeamento mencionado acima, dando os primeiros passos nesse tipo de atividade “com suas próprias pernas”. A intenção é justamente criar a confiança/segurança necessária para transferir a experiência para o mundo real ao término do curso.

Se você tem interesse em interagir nessa grande discussão sobre “Estratégias de Mídias Sociais”, ainda dá tempo!

Conheça os detalhes do curso em http://curso.midias-sociais.com e inscreva-se em http://curso.midias-sociais.com/inscricao.

Até lá! Winking smile

Café com Blogueiros: Irretocável!


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Neste sábado (13/11) tive a honra de participar do Café com Blogueiros na ESPM.
O #ccbsp, como foi “hashtagueado” [sic] no Twitter, foi um daqueles eventos que deixa saudades já no instante em que termina.

imageTenho participado de muitos eventos (e com grande satisfação), mas o #ccbsp teve um toque especial.
Apesar de novo (1a edição), já é um evento maduro, e creio que o seu tempero e o seu sucesso se devem a uma coisa: o brilho nos olhos dos organizadores.

Logo que cheguei fiquei impressionado com o pique do pessoal – que graças ao Twitter, pude notar que também não dormiu na noite anterior, acertando cada detalhe para que no sábado tudo estivesse perfeito (e esteve!).

Todos eram recebidos com um sorriso no rosto, como se uma festa estivesse para começar. A preocupação com a satisfação de todos estava presente em cada gesto, cada movimento. “Em rede” através de rádio, tudo funcionava como um relógio. Já fui a muitos eventos pagos (e bem pagos) onde não vi tamanho sincronismo, empenho e eficiência.

O comprometimento era tanto que os organizadores ficaram preocupados com o atraso do café para a recepção dos participantes. Hello-ooow! Um evento grátis e de altíssimo nível, e alguém vai reclamar que não tinha café de manhã? Poupe-me! (Obs: tinha lanche, refrigerante, e após o almoço o café estava lá, quentinho!).

Essa energia esteve presente durante todo o evento. Aliás, até depois do evento, no happy-hour. O grupo estava simplesmente… FELIZ!
Era perceptível a satisfação e o orgulho de terem feito algo acontecer PARA OS OUTROS de forma irretocável.

Esse é o espírito da Rede, um espírito que precisa contaminar as empresas, que estão possuídas pelo individualismo e por números a combater. Espírito de união de verdade, onde ninguém é mais importante, porque importante é o resultado. Espírito de coesão, onde todos sabem onde querem chegar, e todos sabem que cada pequeno gesto contribuirá para chegar lá. Espírito de interação, porque todos sentem que tem algo para contribuir. Espírito de colaboração, sem preocupação de competir ou ganhar. E veja só que ironia – todos ganham muito mais dessa forma!

Durante o evento, participei de um debate muito interessante com @kakamachine, @inagaki e @pergunteaourso, onde fomos desafiados a criar uma estratégia de mídias sociais num esquema de improviso, com cliente, produto/objetivo, público-alvo e mídia social definidos pela platéia ali, na hora, sob a batuta da @julima – que se revelou uma excelente animadora nos 10 minutos que nos deram! Winking smile

Fiz também uma palestra falando sobre o impacto que um blog teve em minha carreira.

Só que nesse post, quero manter o foco na maravilhosa interação que vi entre o pessoal que organizou o Café com Blogueiros. Vocês estão simplesmente de parabéns, e saibam que sempre terão em mim um fã incondicional.

Tomo até a liberdade de usar um termo descolado para demonstrar minha admiração pro vocês: “seus lindos”: @betotercette, @krikang, @jpbraconi, @jwertheimerc, @MarcioGadoti, @diegorv, @savicentini, @wcabril, @linealves, @ogabiru, @belle_rp, @roger_carv, @ngsane, @gbvico, @thistorias, @marcel_st e @BannokiJr.

Café com Blogueiros: aula de evento, feito não por dinheiro, mas com o coração. Parabéns! Irretocável!

Eleições, preconceito e direito nas mídias sociais


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Quem ficou conectado até tarde no dia da eleição presenciou momentos de extremismo e tensão na rede.
Enquanto deveríamos estar orgulhos por nosso país ter dado um banho de tecnologia no quesito eleições (mais de 135 milhões de votos apurados em tempo recorde), o que foi parar nos Trending Topics do Twitter foi nome da estagiária Mayara, por conta de um tweet extremamente infeliz.

Durante o desenrolar da manifestação digital de indignação dos “tuiteiros”, recebi uma sugestão (via @lumanfredinni) para fazer um post sobre o ocorrido. Respondi que iria aguardar um pouco, até porque imaginava que muita gente escreveria a respeito – o que de fato ocorreu (veja exemplos aqui e aqui).

Foi produtivo adiar este post, porque ontem participei do 9o Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, em Gramado-RS, e no painel sobre “Gestão do Conhecimento e Mídias Sociais” foram levantadas questões sobre privacidade, segurança na rede e legislação envolvendo canais digitais. Os recentes casos da Xuxa e da Mayara foram abordados na discussão.

Justica-IPadO que me levou a escrever, porém, foi uma conversa que tive depois do painel, que continuou de onde tínhamos parado na apresentação: as tecnologias e as mídias digitais mudam muito mais rápido do que a legislação, e isto conduz a cenários que não estão previstos nas leis atuais. Para ilustrar, tire suas conclusões sobre a decisão do TSE em conceder um direito de resposta via Twitter (!).

A ex-estagiária Mayara está sendo processada por por crime de racismo e incitação pública de prática de crime (coisas bem mais antigas do que as mídias sociais digitais), mas na realidade, ela já foi condenada.

E quem condenou Mayara não foi um juiz, mas sim a Rede. Provavelmente um juiz irá ratificar esta decisão, mas independente da formalização de sua condenação, de certa forma o veredito já foi dado.
E a punição também, pois Mayara já deve ter sofrido consequências que provavelmente fizeram com que ela se corrigisse. Não creio que ela cometerá o mesmo erro novamente.
(Nota: não estou, de forma alguma, sugerindo que o processo formal não deva ocorrer. Muito pelo contrário: a impunidade neste caso desmoralizaria o sistema).

Uma proposta de solução

A conversa prosseguiu com uma especulação: e se a justiça fosse realizada desta forma?
E se as “decisões populares” através das mídias sociais fossem reconhecidas pelas autoridades?

Veja só as vantagens que o mecanismo traria:

  • Muito mais democrático (qualquer um poderia participar)
  • Muito mais ágil (as pessoas absorvem a tecnologia muito mais rápido do que os criadores/aprovadores das leis)
  • Muito mais especializado (ao invés de buscar peritos, o processo estaria aberto a todos os conhecedores do assunto)
  • Muito mais barato (funcionaria com participação da comunidade, em troca de uma sociedade justa)
  • Muito mais representativo (as próprias pessoas que os governantes representam iriam se manifestar, sem o viés da cabeça do representante)
  • Isento à corrupção (como alguém corromperia todos os usuários da Internet?)

Afinal de contas, o que é uma lei? Não é a formalização de uma conduta que a sociedade que estará sujeita àquela lei concorda em seguir? Isso não tem que representar o que as pessoas pensam?

Se aplicarmos o “crowdsourcing” neste processo, talvez possamos mudar totalmente os papéis dos poderes Legislativo e Judiciário. O primeiro não precisaria mais criar leis que representem a visão da população, porque a cada “julgamento online”, esta conduta seria revista e redefinida por cada um dos “julgadores”. Mesmo que existam radicais ou pessoas tentando controlar o sistema, eles sempre serão derrotados pelo volume da maioria.

Tenho consciência que esta é uma proposta um tanto quanto revolucionária, mas gostaria de ouvir mais opiniões.

Você concorda? Acha realizável? Deixe seu comentário para que a discussão continue!